sábado, 4 de dezembro de 2010

Vamos nos preparar para a Páscoa do Senhor.

Quaresma é o período de penitência e preparação para a Páscoa.
É a lembrança dos 40 dias e 40 noites que Cristo passou no deserto e também dos 40 anos que os judeus caminharam até chegarem à Terra Prometida.
O período da Quaresma corresponde aos quarenta dias anteriores à Semana Santa.
Começa na Quarta-feira de Cinzas e vai até o Domingo de Ramos.
O primeiro dia da quaresma chama-se Quarta-feira de Cinzas, por causa do rito em que se deposita um pouco de cinza na fronte dos cristãos. As cinzas com as quais o sacerdote nos unge à testa, significa penitência, tempo de luto, fragilidade humana. Essas ‘cinzas’ são resultado dos ramos secos usados no Domingo de Ramos do ano que passou, que foram guardados e depois incinerados. (Os ramos passam pelo fogo purificador, assim como nós temos que – com o fogo purificador de Deus - acabar com o nosso egoísmo, orgulho...).
Devemos ver a Quaresma como um tempo especial de retiro espiritual, tempo de voltarmos a Deus,
reaquecer a nossa fé, mudarmos de vida, superar as atitudes que não combinam com um cristão. As graças principais da Quaresma são: a conversão, a reconciliação e a partilha.
Viva com qualidade este tempo de caminhada!

Símbolos da Quaresma
São vários os símbolos e atitudes que acompanham esse tempo. Os mais importantes são:
• A COR ROXA, AS CINZAS E A CRUZ Lembram o caráter de penitência e conversão. O caráter sério da Quaresma se manifesta também no visual do espaço celebrativo, sóbrio e despojado.
• AUSÊNCIA DO GLORIA E CANTOS DE ALELUIA Neste período também se prepara a missa sem cantos que tragam a palavra "aleluia".
• AUSÊNCIA DO RITO DE LOUVOR Também é retirado das missas o canto de louvor (o Glória).
• O JEJUM O jejum e a abstinência de carne expressam a íntima relação existente entre os gestos externos de penitência, mudança de vida e conversão interior. Nos leva a dar mais atenção à Palavra de Deus e à população empobrecida que se encontra em permanente jejum.
• A CAMPANHA DA FRATERNIDADE Assumindo cada ano uma situação da realidade social, nos ajuda a viver concretamente a experiência da Páscoa de Jesus nas páscoas do povo; nos levando assim, a concretizar nosso esforço comunitário de conversão em gestos de solidariedade.

• Domingo de Ramos
O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa. Nos lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. A Igreja recorda os louvores da multidão que cobriu de ramos e mantos os caminhos para Jesus passar, dizendo: "Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor". (Lc 19, 38 - MT 21, 9). Com ramos, durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.

• Quinta-feira Santa
Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés
A cerimônia do Lava-pés acontece na quinta-feira santa e recorda o gesto de Jesus de lavar os pés de seus discípulos e dizer: “Sede assim uns com os outros” – ou seja, devemos servir uns aos outros, com total humildade, gratuidade e amor.
Nessa mesma quinta-feira, a Igreja celebra a Ceia do Senhor. Nela, Jesus Cristo oferece a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue na forma de Pão e Vinho, e os entrega aos Apóstolos para comer e beber. E manda que
ofereçam aos seus sucessores. É a Eucaristia.
Depois disso, Jesus vai ao Getsemani para orar e é preso e condenado.

• Sexta-feira Santa
Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração marcam este dia, mas não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.
Neste dia, não se celebra a Santa Missa.
Às 15:00 , hora que Jesus morreu, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor
À noite há encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão do Descendimento da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando a imagem do Senhor morto.


• Sábado Santo
No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a "Vigília Pascal".
A Vigília Pascoal é a memória da noite santa da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte.
Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.

• Domingo de Páscoa
A palavra PÁSCOA vem do hebreu PESEACH e significa PASSAGEM. É celebrada pelos judeus desde o antigo testamento até hoje. A Páscoa dos judeus é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo: Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, mas foram perseguidos pelos exércitos do faraó. Quando chegaram às margens do Mar Vermelho, guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água e um corredor enxuto. Então, o povo passou.
Jesus também festejava a Páscoa, pois era judeu. Foi por isso que Ele ceou com seus discípulos. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. Nossa Páscoa é a passagem da morte para a vida. O medo dos discípulos por causa da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo no Domingo da Páscoa.

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